Vou abandonar a Igreja Adventista do 7º Dia

Às vezes somos confrontados com decisões que são difíceis de tomar, mas que devemos assumir com toda a responsabilidade. Para mim, este é um desses momentos: quero anunciar a todos que em breve abandonarei a Igreja Adventista do 7º Dia.

Pela amizade de todos, que nem a distância física consegue evitar, quero partilhar as razões desta minha vontade, pois são elas que sustentam a minha decisão.

Desde que nasci tenho sido instruído pela Igreja Adventista nas histórias e mensagens da Bíblia. Tal qual qualquer filho de adventista, ensinaram-me os valores e princípios que esta Igreja professa e pratica. Não apenas os aprendi, como em idade própria decidi abraçá-los como sendo também meus. Em meio a quedas e sucessos, continuei a fortalecer-me nas verdades da Sagrada Escritura, que hoje tenho como inabaláveis, irrevogáveis e de valor decisivo para todo o mundo. Tornei-me um forte apoiante, quer por convicção ou manifestação, dos mais basilares preceitos que fundamentam a existência desta Igreja: a proximidade da volta de Jesus, a observância do Sábado e a proclamação das três mensagens angélicas.

E sendo que em muitos dos seus membros (incluindo e principalmente, eu mesmo!) se podem constatar erros e falhas que até assustam, estou hoje convencido que esta é a Igreja de Deus para o tempo do fim. Mas, e como tudo tem um ciclo, um tempo certo, chegou a hora de em breve abandonar esta Igreja. Eis as razões: em primeiro lugar, abandono a Igreja Adventista do Sétimo Dia, porque não mais tenho lugar num movimento que esgotou a sua função.

Explicando melhor: ao suceder a volta de Jesus, cumprindo-se o propósito para o qual a Igreja foi estabelecido, para quê continuar nela?… Depois, abandono a Igreja porque este mundo vai ficar deserto, desprovido de vida humana, onde apenas anjos caídos se movimentam de um lado para o outro em trágica divagação. E não quero ser eu a servir-lhes de entretenimento…

Também, abandono a Igreja porque haverá uma função importante a desempenhar destinada aos remidos pelo Salvador do mundo, que terá lugar bem longe deste mundo: o exame cuidadoso dos registos de toda a História humana; assim, não poderei mais permanecer aqui nesta Terra.

Finalmente, abandono a Igreja Adventista porque ela ensinou-me que Deus traçou um plano para que todos quantos queiram abandonem este triste e corrompido mundo, e percebo que o momento disso acontecer está quase a chegar. Aliás, as evidências são tão gritantes que se torna quase escandaloso acreditar que irei ficar aqui muito mais tempo…

Termino dizendo que foi uma bênção enorme, que não consigo medir, conhecer nesta Igreja irmãos e amigos que me serviram de instrução, exemplo e inspiração. Jamais os esquecerei, pelo menos aqueles que Deus deixar manter na minha memória.

Saio da Igreja, mas não sem deixar de dizer que estou certo que chegará o dia em que, todos juntos, faremos parte de uma outra Igreja que não mais acabará. E essa, eu não irei abandonar.

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