Na Bíblia não existem bancadas para espectadores

Neutralidade: a maior parte das vezes entendemos ser apenas um conceito de não tomada de posição, de afastamento de qualquer vínculo e até uma declaração de alguma indiferença. Também acontece que possa ser um refúgio para a demissão de responsabilidades, até mesmo uma fuga para evitar o confronto com uma escolha.

O problema é que, grosso modo, não existem três grupos, apenas dois: a favor ou contra. O eventual terceiro, esse não tomar partido dúbio e inconsequente, dilui-se, desaparece de cena quando o assunto nos começa a dizer respeito, pessoal ou coletivamente, nem que seja ao de leve.

Para muitos, isso é desconfortável; ainda assim, é uma inevitabilidade. Para todos. Isso obrigará a uma escolha, que não se esgota no simples ato ou momento da decisão. Traz consequências – prejuízos ou vantagens – que devemos assumir e suportar. Nesse caso, quando nos sentimos bem fundamentados e alicerçados, com boas bases de razão para sustentar a posição, as vagas de contestação que surgirem – porque seguramente surgirão! – serão enfrentadas com determinação e vigor. Se, por outro lado, estamos apenas a seguir na onda das massas, levados por arrazoamentos e filosofias eloquentes, bem elaborados, mas imbuídas de um fingimento mal disfarçado, corremos o sério risco de sucumbir ao primeiro obstáculo.

Coloca-se aqui a questão de qual o fundamento para um são raciocínio e boas decisões. Pergunta fácil de responder para um adventista do aétimo aia: sempre a Bíblia, nunca a cultura vigente nem a conformidade com o costume mundano. Muito menos esse “eu penso que…”, que normalmente é uma manifestação de vontade própria, nada mais.

Ora, na Bíblia, e no âmbito do grande conflito entre o bem e o mal – tema central do livro sagrado –, não existe essa coisa de neutralidade. Nesta questão, estamos todos num lugar de competição onde não existem bancadas para espectadores, apenas campo de jogo.

Não acha que está na altura de começarmos a jogar a sério? Num momento em que a nossa querida Igreja se sente fortemente atacada – inclusive e principalmente por dentro! – é altura dos fiéis jogadores assumirem a sua posição no campo de batalha, erguerem a sua pena e voz na defesa da Igreja, seus princípios, valores e dos seus líderes mundiais que se tem demonstrado de uma coragem e firmeza inspiradoras. Se não estamos preparados, esta é uma boa hora deixar de ser neutro (que é outra forma de dizer morno…) e começar a tomar decisões, a escolher. Nem que para isso tenhamos de romper com ligações que há muito mantemos – e se calhar erradamente acariciamos. E se tal for necessário para se manter fiel à Escritura e aos princípios e ordem que a Bíblia ensina, então é melhor fazê-lo já!

Pergunto a mim próprio o que teria acontecido se homens como Noé, Abraão, Moisés, Josué, Daniel, João Batista, Martinho Lutero e muitos, muitos outros tivessem hesitado no momento decisivo, tivessem cedido à tentação da neutralidade… Eles não o fizeram. Estou convencido que a razão disso, é porque todos se aperceberam que, aos olhos de Deus, ficar neutro é a mesma coisa que ficar contra Ele.

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