Donald Trump e a supremacia americana

Alguns meses atrás, o mundo ficou em estado de choque com a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos da América. Logo aí, a generalidade da imprensa se comprometeu numa campanha de crítica e desvalorização de Trump e tudo o que lhe está ligado, procurando incutir na sociedade o medo de que, com este presidente, tudo está ameaçado e nada está seguro.

Trump não pode dar um mísero espirro, que logo surge uma inundação de críticas: porque o atchim foi ruidoso e deveria ter sido discreto, porque dá mau exemplo aos jovens que não cuidam da saúde ou porque o efeito borboleta pode levar os micróbios libertados a atingir fatalmente uma tribo isolada da Amazónia, tudo serve para levantar suspeita, desconfiança e receio para com a sua pessoa.

Um exemplo nítido foi quando Trump tentou dar a mão à sua esposa à saída do avião numa visita oficial de estado, algo que Melania rechaçou aparentemente de forma rude. Destrambelhado como é, tanto em palavras como atos, Trump ignorou uma simples questão de protocolo, o que a esposa logo corrigiu. Mas como dar a mão à esposa até poderia ser interpretado como um momento de clássica ternura familiar, de imediato se invocaram todas as razões possíveis para reprovar a primeira família americana, bem como insinuar graves problemas entre eles e a incompetência de Trump. Em termos de comparação, sempre que o papa Francisco foge ao protocolo é enaltecido e elogiado quase ao ponto de glorificação…

Nunca como agora se prova e comprova o que são os interesses globalistas de uma elite: julga(va) ter tudo sob controle, até que surge alguém com ideias bem fixas e intransigente, com os principais amigos e apoiantes ligados ao setor religioso, e que vem colocar em causa a (re)construção de uma Babel sociocultural que, de tão frágil e insustentável, apesar da forte propaganda alegar o contrário, por algum lado terá de ruir.

Neste contexto, a medida avançada ontem por Donald Trump de retirar os Estados Unidos do famoso acordo climático de Paris, é apenas mais um degrau na linha do que vem acontecendo neste país: restabelecer a grande nação americana como única superpotência mundial, independente de todas as outras, emancipada nas suas decisões, soberana para o que mais interessa ao seu povo e individualista nas suas ações.

Libertando-se das amarras que são acordos e tratados internacionais – desde as áreas do comércio, imigração, etc. – que só prejudicam os Estados Unidos e beneficiam outras nações, normalmente socialistas, Trump arrisca positivamente lançar o país num ciclo de prosperidade e ainda mais desenvolvimento como há muito não se constata. Com esta postura de firme autoridade, e até certo ponto diria também autodeterminação, sem estar preocupado com o que os outros pensam ou dizem, os Estados Unidos da América podem assumir e reforçar o papel de liderança indiscutível a todos os níveis, o que surge como um contraste enorme para com o declínio manifestado pela descaraterização do americanismo que os oito anos de Obama ofereceram ao mundo.

Podemos dizer que isto é uma grosseira exibição de arrogância e prepotência imperialista por parte de Trump? É sim, sem dúvida alguma. Sabe porquê? Porque os Estados Unidos da América são a mais grandiosa, robusta, poderosa, influente, pujante, capaz, abastada e dominadora nação da história. E conseguiram isso por eles mesmos, sem precisar de mais ninguém, tendo como pano de fundo uma base constitucional cristã protestante que valoriza as liberdades civis, incluindo de consciência e de culto, como valor supremo, algo que os últimos anos mostraram estar em risco, e daí o estrebuchar dos ativistas pró-globalização transformados em militantes anti-Trump.

Estou certo que a imprensa vai passar dias ou semanas a listar todos os imensos perigos para a espécie humana que esta medida de Trump representa. Horas de tempo de antena serão atribuídas aos arruaceiros de plantão que invadirão as ruas munidos dos sempre vistosos cartazes: “Pensem nos nossos filhos”, “A terra é de todos”, “Meu gato também respira” e outros mais ou menos originais. Talvez alguns sugiram recuar aos anos 1960 e seguirem a pé até S. Francisco, Califórnia, com as flores decorando o cabelo (aproveitem e não esqueçam levar a guitarra, uma vez que o Scott McKenzie já não pode mais lá estar). Até os líderes políticos europeus arriscam transformar-se na nova sensação do YouTube, ao gravarem vídeos semi-amadores apelando ao povo americano para não desanimar que eles, os líderes europeus, estão aqui para os salvar. Ou seja: estes governantes não conseguem assegurar aos seus concidadãos, aqueles que representam diretamente e os elegeram, que estarão seguros face à demonstrada ameaça externa que os faz explodir nas estações de metro e serem esmagados por camiões nas praças públicas; mas têm o desplante de se acharem os salvadores do povo americano. Será esquizofrenia ou apenas uma rudimentar e infantil estratégia?

Por outro lado, aquilo que a imprensa vai certamente omitir é, por exemplo, os patrões americanos terem começado a contratar em força após a tomada de posse de Trump, resultando em cerca de um milhão de postos de trabalho no setor privado, o valor das empresas na bolsa de Nova Iorque ter crescido mais de três triliões de dólares, ter reduzido imenso a imigração ilegal para o país, terem sido estabelecidas normas contra a mutilação genital feminina e terem sido cortados fundos públicos a organizações pró-aborto.

“Make America Great Again” (Tornar a América Grande Novamente) é mais do que um slogan de campanha – pode ser um passo decisivo no cumprimento profético. Como? Estabelecendo e confirmando os Estados Unidos da América como senhores do mundo.

A relevância mundial da nação americana é fundamental nas últimas cenas da história da Terra. Como todos estes movimentos sociopolíticos passarão para o campo estritamente religioso, é apenas o que falta ver.

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