Os críticos profissionais da Igreja

Há muito tempo que já não reparávamos neles; mas eis que uma notícia surgida recentemente lhes traz um súbito e inesperado ânimo que, esperançosamente, os tire da desalentadora apatia na qual, à falta de motivo útil, são frequentemente forçados a mergulhar: são os críticos profissionais da igreja.

Resumidamente, o presidente mundial da Igreja Adventista aparece num evento, bem documentado com várias fotografias, no qual também participaram líderes de várias outras confissões religiosas. O afã sentenciador, de tão esfomeado que tem andado, nem permite que um único fogacho de lucidez se interponha no caminho – há que declarar, o quanto antes e sem direito a que o réu se defenda, uma sentença que pretendem definitiva e exemplar, embora previsível pela experiência passada: a igreja está em total apostasia, vendida à nova ordem mundial, totalmente infiltrada por jesuítas e subjugada aos ditames do Vaticano. Bem vistas as coisas, até tivemos sorte – afinal, ainda não se lembraram de proclamar o Ted Wilson como sendo o anticristo previsto na profecia ou, na não menos cruel das hipóteses, a personificação antitípica da mulher de Apocalipse 17.

Na prática, trata-se apenas de uma verdadeira elite especializada em juízo primário, sumário, desinformado e infundado, sempre de plantão à espera e espreita de uma noticiazinha que lhes dê motivo para se manifestarem e, pensam, justificarem a razão do próprio ativismo e, não poucas vezes, do seu afastamento da igreja.

O traquejo entretanto aprendido é explorado ao limite máximo apenas para denunciar, o que transforma mentes comuns em peritos de espionagem interconfessional. São doutos e habilidosos mestres, engenhosos e ágeis no raciocínio conspiratório, e eruditos no enunciado que desmascara a trama, a intriga e a vigarização de ingénuos fiéis.

São eles zeladores entre o povo do Senhor? São vigias sob os muros de Jerusalém? Estão entre aqueles que choram pelas abominações que se praticam na casa de Israel? Não, nem pensar – isso seria uma forma muito construtiva de soar o alerta e despertar consciências.

Não seria de admirar que, em resposta a este texto, viessem um ou mais deles provocar uma inundação de supostos factos, declarações e ações de este ou aquele líder adventista numa qualquer reunião que, por acaso ou coincidência, tivesse um padre católico a uma distância inferior a 100 metros, provando que isso claramente configura ecumenismo declarado e apostasia da igreja. Toda, a nível mundial.

O infortúnio maior é que o miserável crime que apontam aos outros é a pior das suas culpas: lutar contra a igreja de Deus. Isso terá consequências, mas não serão os agora acusados os algozes dessa pena.

Embora exista muito joio no meio no trigo, como sempre existiu, vale a pena recordar mais uma vez:

“Sejam todos cuidadosos para não clamarem contra o único povo que está cumprindo a descrição dada do povo remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus, e que exalta a norma de justiça nestes últimos dias. Deus tem um povo distinto, uma igreja na Terra, inferior a nenhuma outra, mas a todas superior em seus recursos para ensinar a verdade, para vindicar a Lei de Deus. Tem Deus agentes divinamente designados — homens a quem Ele está guiando, que suportaram o calor e a fadiga do dia, que cooperam com os instrumentos celestiais para promoverem o reino de Cristo em nosso mundo. Unam-se todos a esses agentes escolhidos, e sejam afinal encontrados entre os que têm a paciência dos santos, guardam os mandamentos de Deus, e têm a fé de Jesus.” Testemunhos Para Ministros, p. 57, 58

“Coisa alguma neste mundo é tão preciosa para Deus como Sua igreja. Coisa alguma é por Ele guardada com tão cioso cuidado. Coisa alguma ofende tanto ao Senhor como um ato que prejudique os que Lhe estão fazendo o serviço. Ele chamará a contas todos quantos ajudam Satanás em sua obra de criticar e desanimar.” Conselhos Para a Igreja, p. 253

PARTILHE ESTE ARTIGO!

4 comentários em “Os críticos profissionais da Igreja

  1. Obrigado pelo artigo. É interessante que desde a nossa fundação tem havido hostilidade (não dos de fora mas dentro do nosso meio) contra a nossa igreja. Um dos exemplos triste é D.M. Canrigth que no seu leito da morte declarou: “lutei contra a igreja e contra Deus e agora sou um homem perdido.” Mas é nosso dever orar mesmo por aqueles eu se demonstram ser lobos em peles de Cordeiro.

  2. É triste pensar que na reta final da história, os joios não acordem! Ao invés disto estão servindo de pedra de tropeço para alguns. Mas a Misericórdia de Deus guiará a Sua igreja, o Seu povo, até ao glorioso Dia da VOLTA DE JESUS apesar dos críticos!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *