Onde estava Deus durante o massacre na escola de Parkland?

Mais uma vez, uma tragédia atingiu os EUA: um jovem de 19 anos de idade entrou na escola Marjory Stoneman Douglass, em Parkland, estado da Flórida, matando 17 e ferindo 14 pessoas, maioritariamente adolescentes.

Enquanto os médicos tentam recuperar os feridos e milhares de outras pessoas tentam ajudar e consolar os familiares das vítimas, surge também o já esperado contributo de um ateu, levantando a clássica pergunta: “Onde estava Deus durante o massacre na escola de Parkland?”. Desta vez, as habituais honras da classe couberam ao renomado professor de Harvard, Steven Pinker, que afirmou: “Se estamos a contar com Deus para fazer do mundo um lugar melhor, provavelmente vamos fazer do mundo um lugar pior porque ele não está a ouvir, e vimos isso mesmo ontem”, referindo ao sucedido na escola.

Acredito que todos os que lerem este texto sabem responder a esta questão, que implica tanto omnipresença e omnisciência quanto livre arbítrio, capacidade de escolha e liberdade de consciência.

Assim sendo, vamos antes tentar perceber que a própria questão colocada acaba por mostrar e demonstrar que tem de haver um Deus que está lá.

Juntamente com “Onde estava Deus?”, outras das questões/argumentos mais usados pelos ateus é “Se Deus existe, porque existe mal?” ou “Se Deus existe, porque crianças inocentes sofrem e morrem?”. Creio que podemos colocar esta argumentação toda dentro do mesmo saco.

Pois bem, todas estas questões implicam forçosamente uma questão moral: desde logo a existência do mal, o que imediatamente obriga à existência, no mínimo à possibilidade, do bem; depois, temos ainda a aplicação desse mal a um inocente: se é inocente (bom), é porque poderia ser culpado (mau), e aqui temos novamente um juízo moral.

Ora, em todos estes casos, tem de haver um padrão, uma norma, um código, uma lei de âmbito moral, justamente para fazer a aferição e distinção entre bem ou mal. Mas para haver essa lei moral (que os ateus reconhecem pelo simples facto de enunciarem o seu argumento) tem de haver um autor dessa lei! Nós O chamamos de Deus, os ateus preferem ignorá-Lo usando o mesmo argumento que O prova e demonstra! Ou seja, o ateu acaba por ser um firme crente no próprio Deus que tenta refutar.

Aí encontraremos alguém que dirá: “Mas é o homem quem estabelece o seu próprio padrão moral!” Nesse caso, perguntamos: “Mas que homem? Hilter ou Teresa de Calcutá? Estaline ou Florence Nightingale? Nero ou Gandhi?”

Não acha espantoso como em milénios de existência não conseguimos ainda um consenso global quanto a sermos nós os autores de um padrão moral comum? Pois bem, isso demonstra claramente que o padrão e o autor do padrão estão acima dos seus executantes.

Conclusão: nada melhor que um bom ateu para demonstrar a existência de Deus.

Adicionalmente: basta um simples raciocínio lógico para perceber que o ateísmo se sustenta (ou vai sustentando) apenas e só justamente porque existe um Deus. Todo o raciocínio e argumentação do pensamento ateísta só tem (aparente) lógica, direta ou indireta, com a existência de um Deus. Portanto, e reforçando, o ateu tenta refutar aquilo que está constantemente a demonstrar.

Qual então o problema? A cegueira, seja intencional ou inadvertida. Pessoalmente, acredito mais na segunda hipótese: “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus.” Salmos 53:1.

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Um comentário em “Onde estava Deus durante o massacre na escola de Parkland?

  1. Realmente, é curioso como precisam de estar sempre a refutar a existência de Deus quando algo trágico acontece. Se não crêem, não deveriam antes perguntar onde está a origem do mal e porque deixa o homem que o mal o domine… Não conseguem deixar Deus fora da equação… Efetivamente, nada melhor do que um ateu para confirmar a existência de Deus…

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