O legado que Hawking não deixou

Físico teórico; doutor em cosmologia; diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica, fundador do Centro de Cosmologia Teórica e professor lucasiano emérito na Universidade de Cambridge (um posto que foi ocupado por Isaac Newton), pesquisador de cosmologia teórica e gravidade quântica, autor de vários livros, premiado imensas vezes e considerado, porventura, um dos mais destacados cientistas de todos os tempos – eis um resumo da impressionante carreira de Stephen Hawking, que faleceu hoje com 76 anos,

De todos os lados chovem elogios à brilhante carreira de Hawking. Desde o enorme contributo em várias áreas e também tendo em conta as suas enormes limitações físicas, o mundo científico e todas as pessoas que se interessam pelo conhecimento prestam-lhe uma última homenagem com o enaltecimento do seu trabalho e legado.

Em 2010, numa de suas muitas frases célebres, reproduzida pela ABC News, Hawking disse o seguinte: “Existe uma diferença fundamental entre religião, que é baseada em autoridade, [e] ciência, que é baseada em observação e razão. A ciência vence porque funciona.

Espantosamente, na mesma ocasião, e quando questionado acerca de qual seria o maior mistério que gostaria de resolver, respondeu: “Eu quero saber porque o universo existe, porque existe algo maior do que nada.

Enquanto penso no evidente paradoxo deste genial homem – não sabe por que razão o universo existe, mas garante que a ciência vence a religião (que em Génesis 1:1 dá essa resposta) – não deixo de fazer eu mesmo, no meu limitado entendimento, um outro raciocínio.

Alguns meios de comunicação social estão a colocar em título: “Morreu o homem que tentou explicar o Universo”, sendo que, sabemos, esse homem, Hawking, rejeitava a existência de Deus.

Pense bem: não acharíamos meio estranho surgir um crítico literário tentando explicar “Os Lusíadas”, mas rejeitando a existência de Camões? Ou um especialista em arte que explicasse a estátua “David”, mas rejeitando a existência de Michelangelo? Ou um crítico de ópera que explicasse “Aida”, mas rejeitando a existência de Verdi? Mas, aparentemente, Hawking passou toda a sua vida tentando explicar algo enquanto rejeitava o seu Autor – não surpreende, portanto, que não tenha chegado a uma conclusão.

Hawking, e muitos outros, diriam que temos evidência observável da existência de Camões, Michelangelo e Verdi. Partindo desse princípio, a questão fica esclarecida: Hawking nunca aplicou Salmos 34:8 – nunca provou e viu (experimentou, observou, como ele preferiria dizer) que Deus existe, prova essa aferida dentro dos parâmetros que Deus estipulou e não no âmbito das premissas que o homem estabeleceu, entre as quais a não existência de Deus.

Como Hawking, muitos podem debater quem vence, se a ciência ou a religião; mas aquilo que está para além de dúvida e não oferece debate é que, finalmente, Hawking sucumbiu, não venceu – a sua tão amada ciência não conseguiu, infelizmente, que ele vencesse a maior das lutas: a saúde plena, a vida em abundância.

Hawking descobrirá um dia onde se pode obter essa conquista: na religião, cristã e bíblica, que ele declarou como derrotada. Esse legado, o mais importante de todos, ele não foi capaz de nos deixar.

PARTILHE ESTE ARTIGO!

3 comentários em “O legado que Hawking não deixou

  1. O que é ( ou foi, porque já passou ) considerado agora talvez o maior cientista de todos os séculos, talvez tivesse um problema consigo mesmo pela limitação do seu estado de saúde. E intrinsicamente rejeitava a Deus, culpando-O interiormente, pela sua enfermidade, mas sem querer admitir isso publicamente. Por isso os seus ataques verbais a quem ele desconhecia. E pensar que ocupava o posto do famoso Sir Isaac Newton, esse sim um exemplo de verdadeiro cientista e pesquisador. Um homem que pôs a Deus como centro de Sua vida na ciência que também a Ele pertence, não a ciência ou sabedoria humana, mas a ciência que vem de Deus, o Criador de tudo e de todas as coisas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *