Emanuele chorou. Nós devíamos chorar também

O papa Francisco proporcionou mais uma vez um momento que todos consideram emocionante. Uma criança, Emanuele, que participava de um evento, numa paróquia perto de Roma, no qual se fizeram perguntas ao papa, começou a chorar assim que chegou perto do microfone. Francisco reparou, achou estranho, chamou o menino para junto de si, abraçou-o e pediu-lhe para lhe dizer ao ouvido a pergunta que tinha preparado. Emanuele contou ao papa que o seu pai, ateu, tinha falecido; por isso, a pergunta era: “O meu pai está no céu?

Francisco partilhou com todos a questão da criança, dizendo: “Talvez todos pudéssemos chorar como Emanuele quando temos uma dor como a dele no coração. Ele chora pelo seu pai. Pedi-lhe permissão para vos dizer que pergunta era a dele. Há pouco tempo Emanuele perdeu o pai, que era ateu mas baptizou todos os quatro filhos, era um bom homem.

O papa ainda esclareceu: “Que belo que um filho diga que o seu pai era um bom homem, é um belo testemunho daquele homem e muito bonito que ele tenha tido a coragem de chorar à nossa frente. [O pai de Emanuele] Não tinha o dom da fé mas baptizou os filhos, tinha um bom coração. Como é o coração de Deus quanto a um pai assim? Deus tem um coração de pai e face a um pai não crente que mandou baptizar os filhos, pensam que seria capaz de o manter longe? Não. Aqui tens a tua resposta, Emanuele.

Em primeiro lugar, devemos elogiar a postura do papa por ter sido simpático e acolhedor para com a criança. Fez muito bem em chamá-lo para perto, abraçá-lo e ouvi-lo atentamente, levando assim algum conforto aquela criança e, certamente, à sua mãe e a seus irmãos.

Contudo, na sua resposta, o papa Francisco comete dois erros graves:
1) quando morremos, não vamos para o céu;
2) ninguém irá para o céu porque tem um bom coração.

No fundo, o papa apenas confirmou dois aspetos da doutrina católica que se opõem ao que as Escrituras revelam:
1) a imortalidade de alma (Eclesiastes 9:5, 6, 10);
2) a salvação pelas obras (Efésios 2:8, 9).

Emanuele é uma criança que frequenta a catequese. Ele teria certamente ficado confortado se lhe tivesse sido ensinado o que a Bíblia realmente diz: os que partem não vão para lado algum, nem em cima nem em baixo, senão para o pó da terra em estado de inconsciência. Ele poderia saber que o seu pai não está em alegria e felicidade, como também não está em sofrimento e dor. Mas não é isso que ele e a sua família ficarão a pensar depois das palavras de Francisco; pelo contrário, seguirão animados por uma certeza que, embora dada pelo papa, não subsiste à prova bíblica.

A verdade pode ser muito dura e difícil de aceitar; ainda assim, é sempre preferível do que ser enganado com uma falsa esperança que, mais tarde, quando desmascarada, se provará muito mais dolorosa do que a dor e o sofrimento que, no início, tentamos evitar.

Depois de ouvir o papa, Emanuele deve ter parado o choro. Depois de saber desta história, quem deveria chorar somos nós: primeiro, porque quatro crianças perderam o pai; segundo, porque o engano quanto ao que acontece quando morremos continua a enganar milhões em todo o mundo.

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6 comentários em “Emanuele chorou. Nós devíamos chorar também

  1. Os adventistas, como sempre, usando seus critérios para julgar a fé de outros. A Igreja e os católicos não creem somente na bíblia como fonte de fé, isso é crença protestante, e também não creem que só a fé basta para a salvação, isso também é crença protestante, mas as obras, que são a prática da fé confirma a nossa salvação, como afirma a carta de Timóteo: os demônios também creem, mas não praticam as boas obras. Sobre a imortalidade da alma e o fato de irmos a Deus ou para longe dEle após a morte é crença cristã desde o princípio, como diz Paulo usando a metáfora da tenda que é destruída com a morte, mas que assim que é destruída vai para a tenda do Pai.

    1. Prezado Coutinho,

      Você tem razão: os protestantes adventistas creem somente na Bíblia como fonte de fé. De resto, suas suposições não corresponde minimamente à realidade. Abraço.

  2. Incrível quando um protestante adventista é confrontado, a primeira atitude é a esquiva, muito característico de seitas sectaristas. Então, porque julgas a fé católica de acordo com os preceitos protestantes? Não somos a religião do livro, como o islão, mas da Palavra de Deus, portanto não estamos sendo incoerentes com as nossas práticas; diferente dos adventistas que mesmo afirmando a “sola scriptura” necessitam de uma profetiza para esclarecer algumas coisas: aí está a incoerência. sobre sua última afirmação, muito obscura, outra características muito comum desse tipo de seita que utiliza de truques psicológicos para encerrar um assunto delicado.

  3. Prezado, se os adventistas ficassem preocupados e esquivos quando confrontados, eu não teria desde logo publicado o seu comentário inicial. Mas publiquei, respondi e você voltou novamente a uma página que se orienta pela doutrina adventista. Aproveite!

  4. Se não é esquiva, no mínimo um comentário esvaziado que busca um fim em si mesmo. Somente pelo fato de necessitar de aceitação para se publicar um comentário já é prova suficiente de esquiva subjacente. Uma página de doutrina adventista, vejamos, não de raízes bíblicas como se intitulam, mas de doutrina anticatólica. Sem o catolicismo os adventistas teriam algum assunto?
    obs: o fato de eu ler tais artigos só me faz compreender ainda mais como a doutrina protestante adventista não faz sentido, é nisso que aproveito.
    obs2: voltei aqui para ver a tua resposta.

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