Príncipe saudita apela a muçulmanos, cristãos e judeus para que se reúnam em Jerusalém

Um príncipe saudita e atual secretário-geral da Liga Mundial Muçulmana deu um passo sem precedentes e potencialmente controverso ao pedir aos muçulmanos que formem uma delegação ao lado de líderes religiosos cristãos e judeus para visitar Jerusalém como um passo em direção à paz.

“Devemos enviar uma caravana de paz que seja representativa de todas as três religiões abraâmicas. Devem ser muçulmanos, cristãos e judeus e devem visitar todos os lugares sagrados “, disse Muhammad bin Abdul Karim Alissa à Fox News numa entrevista na quinta-feira. “Eles devem reunir-se com todos, encontrar um terreno comum e devem fornecer terreno fértil para encontrar soluções para a paz.”

Alissa enfatizou que a delegação deveria ser composta de líderes religiosos de cada uma das três religiões, em vez de figuras políticas. “Eles devem ser independentes da política, não devem ter agenda política. Eles serão mais influentes sem uma agenda política porque são independentes “, disse ele. Nem a delegação deve ser vista como um esforço de qualquer nação em particular, disse Alissa. “Este encontro não é da Arábia Saudita e não deve representar a Arábia Saudita”, disse o ex-ministro da Justiça da Arábia Saudita. “Ela vem do mundo muçulmano, do mundo cristão e do mundo judaico. Não tem relevância para nenhum país. “

Alissa disse que vê o encontro em perspetiva em Jerusalém como um passo em direção ao que será um dia uma aceitação mais ampla da fé de diferentes religiões. Por exemplo, enquanto o próprio reino saudita ainda reconhece oficialmente apenas o Islão em suas leis, Alissa disse que “sem dúvida” chegará o tempo em que todas as pessoas poderão ir a qualquer país e praticar abertamente qualquer fé que escolherem.

Alissa – um defensor sincero do diálogo inter-religioso – juntou-se a Ronald Lauder, presidente do Congresso Judaico Mundial, e outros líderes religiosos na 2ª Conferência Anual da Liga Mundial Muçulmana.

“O principal papel desta conferência é evitar que os extremistas tirem vantagem de quaisquer brechas intelectuais que possam usar para promover suas ideologias extremistas e ter opiniões de académicos bem estabelecidos. Os extremistas não estão satisfeitos com esta conferência”, disse Alissa. “Encorajamos o diálogo civilizado com os Estados Unidos e isso não deixa os extremistas felizes. Estamos aqui para frustrar esse extremismo “.

As posições de Alissa refletem o aquecimento silencioso dos laços entre a nação árabe sunita e Israel, que desenvolveram um adversário comum – e ativo – na região do Irão. Embora os dois países não tenham laços diplomáticos oficiais, desenvolveram um canal de partilha de informações. Relatórios desde 2016 circularam dizendo que o reino havia começado a mudar sua atitude em relação a Israel e tem condenado o antissemitismo em outras nações árabes. (…) Fonte: Fox News

Nota: é curioso que a premissa fundamental desta proposta de que o encontro tem de ser de âmbito religioso, para religiosos e não políticos (talvez o príncipe saudita esqueça que o líder da Igreja Romana também é um líder politico, mas certamente que isso não será obstáculo algum).

Isso quer dizer que os líderes religiosos podem tomar a iniciativa de se juntarem entre eles, percebendo a importância das religiões – e, no caso concreto, estamos a tratar de dois profundos inimigos: judeus e islâmicos! –, para encontrarem soluções para a paz mundial, algo que os políticos também procuram mas não têm encontrado.

Se estes esforços tiverem sucesso, algo que acredito acontecerá algures no futuro, sabe o que resultará daí? Ellen White responde:

“O mundo não está mais preparado para dar crédito à mensagem para este tempo do que estiveram os judeus para receber o aviso do Salvador, relativo a Jerusalém. Venha quando vier, o dia do Senhor virá de improviso aos ímpios. Correndo a vida sua rotina invariável; encontrando-se os homens absortos nos prazeres, negócios, comércio e ambição de ganho; estando os dirigentes do mundo religioso a engrandecer o progresso e ilustração do mundo, e achando-se o povo embalado em uma falsa segurança, então, como o ladrão à meia-noite rouba na casa que não é guardada, sobrevirá repentina destruição aos descuidados e ímpios, e “de nenhum modo escaparão”. 1 Tessalonicenses 5:3-5.” O Grande Conflito, p. 38

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