O que os adventistas devem agradecer a Trump

O dia 8 de novembro de 2016 foi um daqueles dias na História em que o mundo mudou para nunca mais ser o mesmo – nesse dia, Donald Trump vencia de forma clara as eleições presidenciais americanas, um resultado esperado por poucos entre os especialistas e analistas políticos, e que permitiu que ele se tornasse no 45º presidente dos Estados Unidos.

Por todo o lado, em todo o espectro da sociedade – não apenas nos EUA mas também em todo o planeta – se fizeram sentir as reações, a maioria das quais de choque e incredulidade, que logo se transformaram numa raiva por vezes incontida e de caráter vingativo. Clamores surgiram denunciando o fim dos progressos civilizacionais das últimas décadas (uma expressão muito eloquente para designar o retrocesso moral da sociedade), no mínimo o fim da democracia moderna. A quase totalidade da comunidade política internacional, destacadas figuras da cultura pop e a sempre imprescindível e tendenciosa imprensa uniram-se no combate à nova ameaça: o senhor Trump e a sua base de apoio, constituída em grande e significativa parte pelas comunidades cristãs.

Os adventistas do sétimo dia podem e devem olhar para tudo isto através da lente bíblico-profética que têm ao seu dispor nas páginas do Volume Sagrado. Infelizmente, isso quase nunca tem acontecido – o que vemos é um analisar da revelação bíblica em função das circunstâncias políticas da sociedade ou mesmo um desconhecimento e uma ignorância gritante quanto a essa mesma Revelação.

Estou convencido que podemos facilmente perceber profeticamente o que tem estado a acontecer nos últimos anos nos EUA e, por natural repercussão, no mundo inteiro. Para isso, precisamos olhar para o último livro da Bíblia.

O livro de Apocalipse apresenta imensos símbolos que nos permitem perceber o rumo da História, quer olhando para trás e confirmando, quer olhando para a frente por antecipação. Três desses símbolos são encontrados nos capítulos 11 e 13: uma besta que sobe do abismo (11:7), uma besta que sobe do mar (13:1) e uma besta que sobe da terra (13:11), na ordem de redação em que aparecem.

Sem gastar muito tempo numa análise e explicação detalhadas destas bestas, permita-me partir resumidamente para a conclusão que as identifica, com a correspondente prova revelada:

a) A besta que sobe do abismo é a França, no contexto da Revolução do final do século XVIII, e os princípios ateístas e secularistas derivados da mesma:

a. “Segundo as palavras do profeta, pois, um pouco antes do ano 1798, algum poder de origem e caráter satânico se levantaria para fazer guerra à Escritura Sagrada. E na terra em que o testemunho das duas testemunhas de Deus deveria assim ser silenciado, manifestar-se-ia o ateísmo de Faraó e a licenciosidade de Sodoma. Esta profecia teve exatíssimo e preciso cumprimento na história da França.” O Grande Conflito, p. 269.

b) A besta que sobe do mar é o papado romano:

a. “No capítulo 13:1-10, descreve-se a besta “semelhante ao leopardo”, à qual o dragão deu “o seu poder, o seu trono, e grande poderio.” Este símbolo, como a maioria dos protestantes tem crido, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano.” O Grande Conflito, p. 439.

c) A besta que sobe da terra são os Estados Unidos da América:

a. “Mas a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro foi vista a “subir da terra.” Em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, a nação assim representada deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nacionalidades populosas e agitadas do Velho Mundo – esse mar turbulento de “povos, e multidões, e nações, e línguas.” Deve ser procurada no Ocidente. Que nação do Novo Mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte.” O Grande Conflito, p. 440

Colocando estes poderes em ordem cronológica, podemos dizer que:

  1. A besta do mar (papado romano) reinou soberana de 538 até 1798;
  2. Em 1798, a besta do abismo (ateísmo, secularismo) derrubou a besta do mar – a filha mais velha contrariando a mãe –, que sofreu assim uma ferida de morte (Apoc. 13:3), a qual não está ainda curada;
  3. Aproximadamente no mesmo tempo (final do séc. XVIII) começou a surgir a nova grande potência mundial: a besta da terra (EUA).

Isto quer dizer que após 1798, enquanto o papado romano sofria com a ferida de morte, dois grandes poderes se erguiam na cena mundial: o ateísmo e secularismo, por um lado; os Estados Unidos, com os seus cristãos protestantes, por outro.

Para mais e melhor entendermos estas movimentações histórico-proféticas, é fundamental definir quem está na origem, no estabelecimento de cada uma destas bestas.

Comecemos pela besta do abismo. Para isso, bastará recorrer novamente a um texto de Ellen White já citado:

“Segundo as palavras do profeta, pois, um pouco antes do ano 1798, algum poder de origem e caráter satânico se levantaria para fazer guerra à Escritura Sagrada. E na terra em que o testemunho das duas testemunhas de Deus deveria assim ser silenciado, manifestar-se-ia o ateísmo de Faraó e a licenciosidade de Sodoma. Esta profecia teve exatíssimo e preciso cumprimento na história da França.” O Grande Conflito, p. 269.

A expressão “origem e caráter satânico” não deixa margem para dúvidas acerca de quem é o pai da besta do abismo: o próprio Satanás.

Agora, quanto à besta do mar, Ellen White escreveu acerca das origens da religião papal:

“Esta mútua transigência entre o paganismo e o cristianismo resultou no desenvolvimento do “homem do pecado”, predito na profecia como se opondo a Deus e exaltando-se sobre Ele. Aquele gigantesco sistema de religião falsa é a obra-prima do poder de Satanás – monumento dos seus esforços para sentar-se sobre o trono e governar a Terra segundo a sua vontade.” O Grande Conflito, p. 50.

Novamente, a expressão “obra-prima do poder de Satanás” comprova que o arqui-inimigo de Deus é o criador do papado romano.

Inclusive, Ellen White faz uma declaração bastante conclusiva acerca da origem comum destas duas bestas, a que sobe do abismo e a que sobe do mar:

O mesmo espírito mestre que incitou o Massacre de São Bartolomeu, também dirigiu as cenas da Revolução Francesa. Satanás parecia triunfar. Não obstante o trabalho dos reformadores, ele tinha conseguido manter vastas multidões na ignorância a respeito de Deus e da Sua palavra. Agora, ele apareceu com uma nova roupagem. Na França, surgiu um poder ateu que declarou abertamente guerra contra a autoridade do Céu. (…) O trabalho que o papado havia começado, o ateísmo concluiu. Um retinha do povo as verdades da Bíblia; o outro ensinou-o a rejeitar tanto a Bíblia como o seu Autor. A semente lançada por sacerdotes e prelados foi dando o seu mau fruto.” Spirit of Prophecy, v. 4, p. 192.

Finalmente, falta saber quem esteve na origem da besta da terra. Mais uma vez, os escritos de Ellen White concedem uma preciosa ajuda, quando ela escreve sobre os crentes perseguidos na Europa do séc. XVII:

“No meio de exílio e agruras, cresciam o amor e a fé. Confiavam nas promessas do Senhor, e Ele não faltava com elas no tempo de necessidade. Os Seus anjos estavam ao seu lado, para animá-los e ampará-los. E, quando a mão de Deus pareceu apontar-lhes através do mar uma terra em que poderiam fundar para si um Estado e deixar aos seus filhos o precioso legado da liberdade religiosa, seguiram eles, sem recearem, pela senda da Providência.” O Grande Conflito, p. 291.

Resulta daqui que foi Deus quem apontou o caminho para onde os fiéis perseguidos deveriam ir: o Novo Mundo, até então grandemente despovoado, da América do Norte.

Recuperando e desenvolvendo uma ideia deixada atrás, o que temos assistido desde 1798 é ao fortalecimento das bestas do abismo – inicialmente em termos políticos, nas últimas décadas mais em termos sociais e culturais – e da terra – hoje a grande e única superpotência mundial – ao mesmo tempo que o papado romano vai tratando de curar a sua ferida.

E este é um ponto importante: o papado romano ainda não curou a sua ferida! Ao contrário do que sugerem alguns comentadores, a ferida não foi curada em 1929; podemos perceber isso, quando vemos Ellen White associando a cura à santificação do domingo:

“A profecia do capítulo 13 do Apocalipse declara que o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro fará com que a “Terra e os que nela habitam” adorem o papado, ali simbolizado pela besta “semelhante ao leopardo.” A besta de dois chifres dirá também “aos que habitam na Terra que façam uma imagem à besta;” e, ainda mais, mandará a todos, “pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos”, que recebam o “sinal da besta.” Apocalipse 13:11-16. Mostrou-se que os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial da sua supremacia. Mas nesta homenagem ao papado, os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração do seu poder. “Vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.” Apocalipse 13:3. A aplicação da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: “A sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.” Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento. II Tessalonicenses 2:8. Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: “Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida.” Apocalipse 13:8. Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma.” O Grande Conflito, p. 578

Vemos que Ellen White relaciona diretamente a cura da ferida de 1798 com o reconhecimento do domingo como dia santo (que na verdade é o falso Sábado) – será aqui que Roma recuperará totalmente o que perdeu em 1798: o poder temporal (secular, político, civil), agora associado ao religioso que já dispõe. E isto será feito com uma importante e decisiva intervenção dos Estados Unidos da América:

“Os chifres semelhantes aos do cordeiro e a voz de dragão deste símbolo indicam contradição flagrante entre o que professa e pratica a nação assim representada. A “fala” da nação são os atos das suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento da sua política. A predição de falar “como o dragão”, e exercer “todo o poder da primeira besta”, claramente anuncia o desenvolvimento do espírito de intolerância e perseguição que manifestaram as nações representadas pelo dragão e pela besta semelhante ao leopardo. E a declaração de que a besta de dois chifres faz com “que a Terra e os que nela habitam adorem a primeira besta”, indica que a autoridade desta nação deve ser exercida impondo ela alguma observância que constituirá ato de homenagem ao papado.” O Grande Conflito, p. 442

Ora, isto ainda não aconteceu; Roma ainda não recuperou da ferida que lhe foi imposta, o que nos permite também concluir que os Estados Unidos ainda não estão plenamente falando como dragão, uma vez que a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro ainda não fez com que a “Terra e os que nela habitam” adorassem o papado, também ainda não disse “aos que habitam na Terra que façam uma imagem à besta”, e também ainda não mandou a todos, “pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos”, que recebam o “sinal da besta”.

Mas onde é que Donald Trump entra nesta equação toda?

Para responder a esta pergunta é necessário mostrar resumidamente quais as principais heranças da besta do abismo, no que diz respeito à sua influência da sociedade, desde o início da sua ação até aos dias de hoje.

A Revolução Francesa foi uma revolta, uma agitação política, uma sublevação e convulsão social que mudou o mundo e cujos efeitos permanecem connosco até hoje e são mais visíveis nos campos político, social e até cultural.

Politicamente falando, foi durante a Revolução Francesa que foram criados os termos “direita” e “esquerda” – referiam-se ao lugar onde os políticos de então se sentavam no parlamento francês: os que estavam à direita da cadeira do presidente parlamentar eram a favor do regime anterior; os que se sentavam à esquerda, eram contra.

Convém reforçar que na França daquele tempo, a “direita” representava a ordem e os valores tradicionais e históricos da monarquia e religião cristã, normalmente sempre próxima do papado na história e cultura europeias (conservadorismo), enquanto a “esquerda” passava a representar a novidade ideológica, o colocar em causa da ordem política estabelecida até então, rejeitando a religião e os seus valores (iluminismo).

Com o tempo, a doutrina político-social de esquerda estabeleceu-se, confirmou-se numa grande parte do mundo até hoje. É uma verdade inegável que cultural e socialmente, a ideologia de esquerda, cujas raízes mais profundas estão na besta que sobe do abismo de Apocalipse 11:7, está bem firmada e, em alguns casos, segue sendo fortalecida.

Assim sendo, algumas das principais heranças políticas e sociais da besta que sobe do abismo, que é o poder profético concretizado na Revolução Francesa, ateísta e secularista, são:

a) Oposição à monarquia e aos valores cristãos tradicionais;
b) Socialismo;
c) Comunismo, ou marxismo, ou marxismo-leninismo;
d) Sindicalismo;
e) Ativismo social, reivindicação de direitos sociais;
f) Ambientalismo;
g) Humanismo;
h) Ideologia de género, feminismo, homossexualismo, com a apologia dos chamados “direitos civis”;
i) Licenciosidade e liberalização do sexo, redefinição do casamento como ato exclusivamente civil, aborto;
j) Evolucionismo na ciência moderna, no sentido da rejeição de Deus, oposição ao criacionismo.

Estas são algumas das principais marcas de uma linha de pensamento, uma ideologia que se fortaleceu grandemente nas últimas décadas e que, até mesmo nos Estados Unidos da América, parecia seguir imparável e imbatível na prossecução dos seus objetivos.

Assim sendo, atualmente, de onde ainda vem a maior ameaça aos adventistas do sétimo dia que querem manter a sua liberdade de consciência, incluindo religiosa, intacta? Essa ameaça maior não vem da besta do mar, pois esta ainda está em processo de cura da ferida; também não vem da besta da terra, pois ainda não fala plenamente como dragão – a maior ameaça vem justamente da besta que sobe do abismo, o ateísmo e o secularismo antirreligioso que procura derrubar e destruir tanto a besta do mar como a besta da terra!

Até que chegamos à eleição presidencial americana de 2016, que poderia ter colocado na presidência da nação mais importante e poderosa do mundo alguém que iria avançar em força com a agenda da besta que sobe do abismo. Contudo, em vez disso, o povo americano escolheu para liderar os destinos da nação um legítimo representante da besta da terra, conforme os traços caraterísticos da sua origem e estabelecimento, um poder que (ainda hoje) preza valores como liberdade religiosa, entre outros.

A vitória de Donald Trump veio colocar uma barreira – inesperada, pela grande maioria – às intenções da besta do abismo, nas suas características atrás mencionadas. Foi a vitória de Trump em 2016 que impediu o liberalismo social de chegar ainda mais longe nos seus propósitos, liberalismo esse que, bem lá no fundo, não compactua nem condescende com qualquer pensamento de caráter cristão; pelo contrário, arrisca condicioná-lo e impedi-lo.

E esta é a mais profunda razão para a oposição a Trump, para o constante denegrir e macular da sua pessoa: não se trata apenas de política, mas sim de uma luta ideológica com implicações proféticas, e que envolve atores bem acima dos palcos humanos.

E, assim sendo, de onde vem (ainda) hoje a nossa “segurança” e “salvaguarda” no confuso mundo atual? De onde veio uma luz (temporária) ao fundo do túnel, impedindo que a decadência moral se aprofundasse ainda mais? Justamente, da besta da terra, agora liderada por Donald Trump, e que, para já, ainda não fala como dragão.

Temos a certeza que no futuro este cenário irá mudar totalmente – a besta da terra será o “médico” decisivo na cura da ferida papal. Não sabemos ao certo quando isso acontecerá, nem se será pela mão de Trump ou de outro. O que sabemos é que a besta do abismo sofreu, também ela, uma espécie de ferida de morte desferida por Donald Trump, e todos os cristãos, incluindo todos os adventistas, podem e devem estar gratos por essa intervenção divina. Sim, divina, porque não é Trump quem comanda e controla os acontecimentos, mas sim, Deus.

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7 comentários em “O que os adventistas devem agradecer a Trump

  1. Discordo de cada ponto do artigo
    1) O autor diz que Trump impede ou coloca uma barreira ao socialismo de Barack Obama, que em sua visão é o que faria da besta que sobe da terra (EUA) se tornar um dragão. Esse modelo nunca pode ser encontrado na inspiração, já que o que faz com que os EUA fale como um dragão é a influência das igrejas protestantes (CRISTIANISMO) que querem uma aproximação entre igreja e estado. A propósito, o que Obama fez foi apenas garantir que a constituição dos EUA fosse preservada, separando igreja e estado. O direito inalienável garantido na constituição é que cada um siga os ditames de sua própria consciencia.
    Veja esse texto a seguir:
    “O movimento dominical está agora preparando o caminho na sombra. SEUS DIRIGENTES ocultam seu legítimo intento e muitos dos que a ele aderem ignoram para onde os leva a corrente. Os intuitos professados são de ÍNDOLE BRANDA E APARÊNCIA CRISTÃ, mas sua fala há de revelar o espírito do DRAGÃO. É nosso dever fazer tudo ao nosso alcance, a fim de advertir contra o perigo iminente. Devemos esforçar-nos por destruir os preconceitos, assumindo a legítima atitude diante das pessoas. Devemos esclarecer-lhes a questão propriamente dita em torno da qual gira a controvérsia, e deste modo lavrar o mais eficaz protesto contra medidas tendentes a RESTRINGIR A LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. Devemos examinar as Escrituras, a fim de estar habilitados a dar a razão de nossa fé. Diz o profeta: “Os ímpios obrarão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá; mas os entendidos entenderão.” Daniel 12:10. T5 452.1
    Trump já avisou desde o início que ele veio para acabar com a separação entre igreja e estado. Ele governa para os evangélicos. Isso deveria assustar a qualquer adventista.
    A. T. Jones, o herói do sábado em 1888, disse que mesmo que o governo decidisse que iria passar uma lei sabática (biblicamente correta) ele iria se levantar em defesa dos que guardam o domingo, por que esse é o papel do estado, garantir liberdade de consciência. O governo não pode governar para a igreja.

    2) Não existe nenhum modelo profético em Daniel, Apocalipse ou EGW que sustente a teoria de que um poder ateu derruba a besta que sobe da terra, fazendo então que se abra precedente para o decreto dominical. Isso é uma suposição do autor.

    3) O autor se refere aos ataques aos valores Cristãos em 1798 como uma herança da revolução Francesa. Eu assumo que ninguém concorda com os valores cristãos da época, que impunha moralidade na população a custa da vida de quem pensasse diferente.
    Também diz que direitos civis é uma herança jacobina. Louvado seja Deus que hoje a desigualdade é bem menor (muito longe do ideal), justamente por causa dos movimentos dos direitos civis, que pôs fim a segregação.
    A propósito, em 1850 EGW escreveu que os pecados de babilônia (ap 18), era o pecado da escravidão. Os crentes deveriam se colocar do lado certo quanto ao assunto que dividia a nação, racismo, desigualdade racial, direitos civis.
    não vou comentar os outros pontos que ele menciona como heranças negativas. Mas o autor claramente toma uma postura que apoia a ideia de que a moral cristã deve ser imposta politicamente. Basta ler o Grande conflito para saber onde isso vai levar.

    4)
    Trump está engajado em mentir nas redes sociais, disseminar discursos de supremacia branca, ataques homofóbicos, raciais, de genero, teorias de conspirações, praticar crimes contra a constituição
    Se voce pesquisar quem são os evangélicos que apoiam Trump, vai notar que as razões fundamentais que os motivam é racismo, sexismo e homofobia. (Tenho artigos e matérias de jornais para compartilhar com quem quiser)

    1. Bom dia Wesley.

      1. “O autor diz que Trump impede ou coloca uma barreira ao socialismo de Barack Obama, que em sua visão é o que faria da besta que sobe da terra (EUA) se tornar um dragão.”
      Em nenhum momento faço essa alegação. Certamente que leu mal. A besta da terra falará como dragão quando fizer a vontade da besta do mar. Isso é o que está sugerido no texto.

      2. “Não existe nenhum modelo profético em Daniel, Apocalipse ou EGW que sustente a teoria de que um poder ateu derruba a besta que sobe da terra, fazendo então que se abra precedente para o decreto dominical”
      Em nenhum momento faço essa alegação. É capaz de mostrar no texto onde eu defendo que “um poder ateu derruba a besta que sobe da terra”?

      3. Seu ponto 3) é tão confuso que nem sei por onde comentar? Que tipo de direitos civis você refere? Que tipo de desigualdade você refere? Que tipo de segregação você refere?
      A única coisa que entendo foi sua afirmação: “O autor claramente toma uma postura que apoia a ideia de que a moral cristã deve ser imposta politicamente”. Esta alegação está redondamente errada. É capaz de mostrar no texto onde eu defendo isso?

      4. Quanto a seu ponto 4), pode por favor de mencionar uma lei ou coisa parecida aprovada por Trump que prejudique negros, homossexuais e mulheres? Só para eu perceber sua afirmação que Trump está a “disseminar discursos de supremacia branca, ataques homofóbicos, raciais, de género”. Obrigado.

      5. Você sugere que existe fundamento racista nos evangélicos que apoiam Trump. Como você explica isto?
      https://edition.cnn.com/2019/07/29/politics/donald-trump-african-american-pastors-white-house/index.html
      https://www.dailysignal.com/2020/02/06/trump-lauds-black-pastor-who-is-rebuilding-church-after-arson/
      https://fortune.com/2019/11/08/trump-african-american-approval-outreach-2020-reelection-campaign-black-voices-for-trump/

      Abraço.

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