Lição 3 JESUS E O LIVRO DE APOCALIPSE

Introdução

A Pessoa de Jesus é revelada ao longo de todo o livro de Apocalipse

Apocalipse 1:1 “Revelação de Jesus Cristo…”
de pode querer dizer que as mensagens vêm de Jesus, são sobre Jesus ou ambas as coisas.

Além do uso direto do seu nome (1:1-9, 12:17, 22:16-21), Jesus aparece sob a forma de vários símbolos.

a) Filho do Homem (1:13)
b) Leão de Judá (5:5)
c) Cordeiro (5:6, 9, 12)
d) Filho homem (12:5)
e) Palavra de Deus (19:13), entre outros.

Ao longo de todo o livro, existem 33 nomes ou expressões diferentes que se referem a Jesus.
Também Deus Pai e o Espírito Santo são mencionados logo na abertura do livro:

Deus Pai

1:1 “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus Lhe deu…”
1:2 “O qual testificou da palavra de Deus…”

Espírito Santo

1:4 “…E da dos sete Espíritos que estão diante do meu trono”
1:10 “Eu fui arrebatado no Espírito…”

Tipologia e interpretação

O livro relata muitos eventos históricos, sob a forma de símbolos. Alguns estão já no nosso passado, outros ainda estão no futuro.

Tipologia bíblica – Paulo escreve que “Estas foram-nos feitas em figura…” I Coríntios 10:6. A palavra grega tupos, aqui traduzida por “figura”, tem o sentido de “padrão”, “ilustração”, “exemplo” ou “tipo”. Quando o tipo (ilustração) se concretiza ou materializa, isso chama-se o antítipo.

Existem várias correntes de leitura e interpretação de Apocalipse

a) Preteristas – o texto refere-se a algo que sucedeu lá no passado distante
b) Futuristas – todo o livro se refere (apenas) à segunda vinda e às cenas diretamente relacionadas a esse evento.
c) Idealistas – defendem que o propósito do livro é deixar conselhos, princípios para a vida diária, não mais do que isso.
d) Historicistas – interpretam o relato no âmbito de um fluxo histórico profética que respeita e é consistente com todo o restante relato bíblico.

Santuário

O santuário e o trono de Deus são temas permanentes, transversais ao longo do livro – cada sequência ou parte do livro (igrejas, selos, trombetas, etc.) é introduzida com um visão do santuário ou trono celestes.

Todo o serviço e cerimonial do santuário, no Antigo Testamento, apontava para a Pessoa de Jesus, em particular o Seu ministério no plano da salvação. O primeiro capítulo de Apocalipse mostra evidências desse simbolismo do santuário.

1. No acampamento, Jesus viveu a Vida Perfeita

v. 13, Ele anda “no meio dos sete castiçais”, representando o andar entre a igreja, com as pessoas. As caraterísticas de Jesus apresentadas até ao verso 16 são similares ao relato das mensagens às igrejas nos capítulos 2 e 3. Apocalipse 1:20 refere os sete castiçais que são as sete igrejas, nas quais Jesus anda no meio, entre elas.

2. No pátio, Jesus faz o papel de Sacrifício Perfeito

v. 5, Jesus “em Seu sangue nos lavou de nossos pecados”; v. 18, menciona “fui morto”, alusão à sua morte expiatória.

3. No lugar Santo, Jesus faz o papel de Intercessor Perfeito.

v. 13, aparece vestido com “roupa comprida até aos pés, cingido pelo peito com um cinto de ouro”, tal como o sumo-sacerdote do Antigo Testamento.

4. No lugar Santíssimo, faz o papel de Juiz Perfeito

v. 16, espada aguda de dois fios, representando o poder da Palavra de Deus para julgar, discernir, aferir (Hebreus 4:12, 13)

Estes símbolos são depois repetidos e reforçados ao longo do livro.

Sábado e Segunda vinda

Não menos importante, o livro de Apocalipse também abre com uma referência ao Sábado, o dia santificado e abençoado por Deus no início da História, e que volta a ser mencionado na abertura do último livro:

1:10 “Eu fui arrebatado no Espírito, no dia do Senhor…”

Também a destacar, inevitavelmente, a referência à próxima grande revelação de Jesus, a Sua segunda vinda:

1:7 “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.”

Como não poderia deixar de ser, o encerramento do livro de Apocalipse é justamente a segunda vinda de Jesus e a posterior resolução definitiva do grande conflito entre Cristo e Satanás.

A expressão “cedo venho” é usada três vezes nos versículos finais (22:7, 12, 20), indicando a especial relevância que este tema assume na conclusão do livro e da própria Bíblia.

Existem uma outra expressão usada quatro vezes:

a) v. 7 “guarda as palavras da profecia deste livro”;
b) v. 10 “não seles as palavra da profecia deste livro”;
c) v. 18 “testifico a todo aquele que ouvir as palavras de profecia deste livro”;
d) v. 19 “se alguém tirar quaisquer das palavras do livro desta profecia”.

Isto contraria totalmente a ideia de que o Apocalipse é um livro fechado, incompreensível, porventura apenas ao alcance de poucas mentes.

Conclusão

“No Apocalipse são representadas as coisas profundas de Deus. O próprio nome dado a suas inspiradas páginas, “revelação”, contradiz a afirmação de que é um livro selado. Uma revelação é alguma coisa que foi desvendada. O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro, e propõe que seja aberto ao estudo de todos. Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra, como o foram aos que viviam nos dias de João. Algumas das cenas descritas nesta profecia estão no passado e algumas estão agora acontecendo; algumas apresentam-nos o fim do grande conflito entre os poderes das trevas e o Príncipe do Céu e algumas revelam os triunfos e o regozijo dos remidos na Terra renovada.” Atos dos Apóstolos, p. 326.

“Em vista do testemunho da Inspiração, como ousam os homens ensinar que o Apocalipse é um mistério, fora do alcance da inteligência humana? É um mistério revelado, um livro aberto. O estudo do Apocalipse encaminha o espírito às profecias de Daniel, e ambos apresentam importantíssimas instruções, dadas por Deus ao homem, relativas a fatos a acontecerem no final da história deste mundo.” Cristo em Seu Santuário, p. 64.

Descarregue aqui as notas escritas: Lição 3 Jesus e o livro de Apocalipse